Bem-vindo à nossa Landing Page sobre Cirurgia do Linfedema. Aqui, você encontrará informações detalhadas sobre esta condição e a importância da cirurgia como uma opção de tratamento eficaz. Descubra como a nossa equipe médica especializada pode ajudar a melhorar sua qualidade de vida.
Cirurgia do Linfedema e seus tratamentos
Se você está considerando fazer a Cirurgia do Linfedema ou algum tratamento, entre em contato conosco. Marque uma avaliação para te ajudar a dar o próximo passo.
O que é o Linfedema ?
O linfedema é causado por um acúmulo de um fluido rico em proteínas no tecido subcutâneo, resultando em inchaço no membro acometido.
Normalmente esse fluido é removido pelo sistema linfático, formado por variados tipos de vasos linfáticos e pelos linfonodos. Qualquer processo que interfira com essas estruturas pode levar ao linfedema.
As causas podem ser variadas – trauma, processos infecciosos, retirada de linfonodos no tratamento de câncer, dentre outras.
Com exceção dos casos mais leves (linfedema temporário). O linfedema tende a ser uma patologia progressiva. O acúmulo de fluido rico em proteínas e contendo microrganismos (que geralmente são eliminados pelo sistema linfático) leva a um processo inflamatório nos tecidos e infecções de repetição que resultam numa fibrose progressiva dos vasos linfáticos e subsequente agravamento do inchaço.
Inicialmente o inchaço varia durante o dia a depender da elevação do membro e uso de dispositivos de compressão, dentre outras modalidades. Com o passar do tempo o inchaço vai se tornando permanente e as medidas que antes controlavam o edema, passam a ter efetividade reduzida.
Até alguns anos atrás, o tratamento do linfedema resumia-se a medidas para controlar o inchaço através de compressão com variados tipos de meias, luvas, faixas e massagens e exercícios para estimular a drenagem do fluido do membro.
Entretanto, nenhum desses tratamentos atuam sobre a causa de base – o bloqueio do sistema linfático.


Dor, incômodo ou formigamento.
Pele com aspecto de casca de laranja.
Dificuldade de movimento.
Sensação de peso nos membros.
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Pioneirismo
Há alguns anos cirurgiões na Europa e Ásia começaram a desenvolver procedimentos cirúrgicos visando à reconstrução do sistema linfático, possibilitando um tratamento mais efetivo do linfedema.
A CEMICRO tem acompanhado de perto toda a evolução do tratamento cirúrgico do linfedema através da participação em congressos, cursos e estágios no exterior.

Nossa Metodologia
Inicialmente realizamos uma avaliação completa do paciente para determinar a causa, tempo de evolução, tratamentos prévios, ocorrência de infecções e existência de doenças crônicas.
O passo seguinte é estudar através de exames de imagem a função remanescente do sistema linfático. Os exames que utilizamos é a linfocintilografia e mais recentemente o exame de fluorescência com a indocianina verde. Além desses exames algumas podemos indicar um US doppler do sistema venoso, o qual pode estar comprometido contribuindo também para o edema.
Nossa filosofia de tratamento baseia-se nas ideias da chamada Escola de Barcelona, chefiada pelo Prof. Jaume Masià. Procuramos usar uma combinação de procedimentos para atingir os melhores resultados possíveis para o paciente em questão. A avaliação cuidadosa propicia a um tratamento individualizado.
Cirurgias e Tratamentos
- 1Anastomoses Veno-Linfáticas
Esse procedimento fica limitado às fases iniciais do linfedema, quando o exame de indocianina verde mostra a existência de vasos linfáticos funcionais. O procedimento consiste em suturar pequenos vasos linfáticos a veias, propiciando uma drenagem direta da linfa para o sistema venoso, ultrapassando desse modo a obstrução que existe no sistema linfático. O procedimento é muito delicado e exige técnicas de supermicrocirurgia (anastomose de vasos com calibre inferior a 1 milímetro).
- 2Transplante de Linfonodos
Consiste em transplantar um grupo de linfonodos de outros locais para o membro acometido. Nesses casos geralmente transplantamos os linfonodos com um retalho de pele para conseguir acomodar esses linfonodos no local implantado. Nosso local preferido para a obtenção dos linfonodos é a região do pescoço (nodos supraclaviculares) e a região da virilha (nodos inguinais superficiais). Como regra geral no membro superior utilizamos preferencialmente os nodos supraclaviculares, porém se necessitarmos de um retalho de pele maior para reconstruir a região da axila, optamos pelos gânglios inguinais superficiais juntamente com o retalho inguinal. No membro inferior, utilizamos preferencialmente os gânglios cervicais e ocasionalmente a cadeia torácica lateral. Trata-se de um procedimento delicado, que também necessita de microcirurgia. Embora o mecanismo de ação desse procedimento não esteja elucidado, acredita-se que os nodos atuem como uma esponja, captando o fluido e distribuindo-o para os vasos linfáticos remanescentes e ou sistema venoso. Um outro mecanismo proposto seria o estímulo a linfangiogênese (formação de novos canais linfáticos para a drenagem do fluido).
- 3Retalho Cutâneo contendo Vasos Linfáticos
Nesse procedimento, após a realização de injeção indocianina verde detectamos a localização e sentido do fluxo dos vasos linfáticos do membro e planejamos um retalho microcirúrgico que incorpora esses vasos. O retalho é então posicionado no membro acometido de maneira que os vasos linfáticos contidos no retalho sirvam como uma rota alternativa para o líquido do linfedema ser transportado para um ponto além da obstrução.
- 4Liposaspiração
A lipoaspiração é usada para remover o tecido acometido pelo linfedema. Esse tecido consiste de gordura e fibrose. A remoção leva a uma diminuição da circunferência do membro. Estudos também apontam para um estímulo ao desenvolvimento de novos vasos linfáticos após o procedimento.
- 5Debulking (remoção do excesso de tecido)
Nesse procedimento, grandes extensões de tecido são removidas do membro através de incisões cirúrgicas. É utilizado principalmente para o tratamento de linfedemas extremos e de longa data (conhecido como elefantíase).
Uma das variantes desse procedimento é a Cirurgia de Charles, no qual toda a pele do membro inferior, excetuando-se a sola do pé é removida e substituída por enxertos de pele. Esse procedimento é muito bom para uma redução extrema do membro, porém o aspecto cosmético do membro não é tão bom quando nas outras modalidades, daí a sua utilização apenas em casos crônicos graves e que não responderiam as técnicas já mencionadas.
- 6Tratamento do Linfedema Genital
Nos casos iniciais possamos utilizar técnicas como as anastomoses linfo-venosas, muitas vezes isso não é possível pela dificuldade de encontrar vasos linfáticos nessa região. Uma abordagem eficiente nesses casos consiste na retirada total da pele do escroto e do pénis seguida de reconstrução com retalhos contendo linfonodos e ou vasos linfáticos. Esse método é bastante efetivo mesmo no caso da elefantíase genital (aumento extremo dos órgãos genitais por linfedema)
- 7Peri-Operatório
A participação do fisioterapeuta especializado em linfedema é de fundamental importância para propiciar uma diminuição do inchaço no pré-operatório (facilitando a realização da cirurgia) e no pós operatório para aplicação de compressão, massagens, orientação de exercício e outros métodos indicados, visando a manter o edema sobre controle, enquanto as vias linfáticas reconstruídas começam a funcionar. A depender do procedimento utilizado isso pode ocorrer de 3 a 6 meses após a cirurgia, estabilizando-se após 1 ano.
Como vemos, o tratamento do linfedema exige uma equipe multidisciplinar para os melhores resultados.
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Dr. Alex Franco
Formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Sergipe em 1994. Em 1998, ingressou na Residência Medica de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Quando terminou a residência médica ele se especializou em Cirurgia da Mão e Microcirurgia na Universidade de São Paulo. Retornou a Aracaju em 1999 e assumiu o cargo de Professor de Ortopedia e Traumatologia na Universidade Federal de Sergipe. E em 2001, tornou-se Mestre em Ortopedia e Traumatologia pela Universidade de São Paulo. Lecionou Ortopedia e Traumatologia e Medicina Esportiva como Professor Associado da Fort Hays State University, no Estado do Kansas. Participou de diversos estágios, sendo em cirurgia do plexo braquial e lesões dos nervos periféricos na Universidade de Coahuilla, México. No serviço de neurocirurgia do Hospital das Clínicas da Universidade de Buenos Aires na área de lesões do plexo braquial e lesões do nervo facial. Em cirurgia avançada do plexo braquial no Hospital Deenanath Mangeshkar, Pune, Índia. Cirurgia da paralisia obstétrica na Universidade de Asyut, Egito. Em cirurgia do desfiladeiro torácico no Instituto Musset, Barcelona, Espanha. Aceito no programa de Pós-Graduação a nível de Doutorado da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo orientado pelos Drs. Rames Mattar Jr. e Teng Hsiang Wei. Em 2022, começou a atuar como preceptor nas residências médicas de ortopedia, cirurgia plástica e otorrinolaringologia do Hospital Universitário da UFS.

